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População ainda não entende a grandiosidade do serviço prestado pelo Samu

Raynes Furtado

Segundo o médico responsável pelo serviço em Patos de Minas, Délio Borges da Fonseca Filho, Dr. Delinho, a população ainda não tem noção da grandeza do serviço prestado pelo Samu. Os trotes são freqüentes e estão interferindo no atendimento real.
Para se ter idéia, de acordo com as gravações do Samu, em média, uma ambulância gasta de 6 a 8 minutos para tender, ou seja, cronometrado assim que se recebe a ligação e o contato do enfermeiro com a base, que serve de suporte, relatando o tratamento necessário que está sendo ministrado no paciente. Por dia é registrado até 180 chamadas por dia. "Como médico posso dizer que o tempo que gastamos para iniciarmos o atendimento é bom", disse.
Seria o mesmo que cada cidadão tivesse um médico com enfermeiros experientes, uma ambulância de suporte básico e outra de suporte avançado para atendimento nesse tempo. São poucos os serviços de saúde que podem oferecer essa assistência e muito menos os brasileiros que podem contratar um tipo de seguro médico com esse suporte.
São inúmeras as situações em que o Samu está presente. No relatório fornecido por eles, onde, refere-se sobre os tipos de ligações, as mais comuns são oriundas de domicílio, corresponde a 44%, num total de 59 especificações diferentes.
E os trotes só perdem em números de ligações para os atendimentos que corresponde a 77%, os trotes 11%, dentro do universo de 18.519 ligações no período de 01/01/08 a 20/08/08. Até engano acontece, 3%, ou 803 ligações.
Por ser ligação gratuita as crianças são que mais fazem os trotes. Conforme contou o médio Délio Queiroz, já houve caso que se ouvia no fundo da ligação, família conversando e as crianças brincando no telefone.
Para agilizar ainda mais o socorro, visando diminuir o tempo de espera, contado do acionamento até o atendimento, é necessário fazer outras bases na cidade. Isso cabe ao gestor público.
Dentro de dois a três anos deverão iniciar a instalação de Samu regionais, em Niterói, RJ, já estão fazendo os testes, "de qualquer lugar será possível acionar uma ambulância".
O cidadão aproveita que o Samu tem prioridade, muitos fazem uso errôneo dessa prioridade, mesmo quando o quadro de saúde não configurando urgência nem emergência ou que tem condições próprias de locomoção, mas não o fazem, acionam o serviço. "É comum a população ver uma pessoa caída no chão e sem observar direito o cidadão, aciona o Samu sem a devida necessidade", reclamou e continuou, "devem checar direito, se inteirar do que está acontecendo".
Um conceito que a população tem sobre o Samu é que ele tem a função de carregar a pessoa até o um hospital, mas não. O Samu, antes de sair do local, levar o paciente até um hospital, ele é atendido e, somente depois, de todo atendimento feito e o quadro clínico esteja estável é que o mesmo será levado para o hospital.
LEI SECA - A vinda da Lei Seca só teve um pequeno efeito no seu lançamento, agora, o Samu já registra os mesmo números de antes, ou seja, os motoristas patenses são mesmo irresponsáveis e os acidentes, principalmente, nos finais de semana, envolvendo veículos, os condutores estão com sintomas de embriaguês.